Simulação I – 20 de março de 2012

Paciente do sexo masculino, 24 anos, foi admitido em unidade de urgência com queixa de dor torácica, acompanhada de dispnéia e tosse com escarro hemoptóico.

Exame físico

  • PA: 140×85
  • Freqüência respiratória: 35ipm
  • Freqüência cardíaca: 130bpm
  • Temperatura: 36,2 oC
  • Respiratório: Murmúrio vesicular abolido em hemitórax esquerdo; percussão timpânica no hemitórax esquerdo; Creptos em base de hemitórax direito; som claro pulmonar em hemitórax direito;
  • Cardíaco: sem alterações
  • Abdome: sem alterações
  • Extremidade: queimaduras em dedos da mão
  • Glasgow: 15; paciente agitado;

Medidas Iniciais

 

MOV

  • Monitor cardíaco
  • Oxímetro de pulso: Paciente com saturação de 95% – dar O2 depois de colher a gasometria para saber qual a gasometria basal.
  • Acesso venoso: Sorotipagem, provas sorológicas, toxicológico, hemograma, perfil renal (Na, K, Ureia, Creatinina), glicose;
  • Gasometria
  • Oxigenioterapia: Cateter nasal inicialmente

 

ABCDE

  • A: Via aérea pérvia; lesão de septo nasal; hiperemia da orofaringe;
  • B: Respiratório – Murmúrio vesicular abolido em hemitórax esquerdo; percussão timpânica no hemitórax esquerdo; Creptos em base de hemitórax direito; som claro pulmonar em hemitórax direito;
    • Punção de alívio no hemitórax esquerdo
    • Drenagem torácica
    • C: pulso cheio e simétrico, taquicárdico(130), pressão 140×85.
    • D: Glasgow 15
    • E: queimaduras em dedos da mão

HISTÓRIA:

Paciente usuário de crack e cocaína há 7 anos; estava em casa e havia usado crack há 1h. Há 20 minutos da chegada da emergência iniciou episódios de tosse hemoptóica.

AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA

  • Raio x de tórax

1a GASOMETRIA

  • paCO2 = 35mmHg (35-45)
  • Ph = 7.42
  • paO2 = 85mmHg
  • bicarbonato = 22

COLOCAR MASCARA DE VENTURI

– Pedir a 2a gasometria

PACIENTE COMEÇA A PIORAR

–          Uso de musculatura acessória

–          Batimento da asa do nariz

–          Tiragem intercostal

–          Saturação: 89%

–          FR= 38

–          FC=140

CHEGA A 2a GASOMETRIA

–          pH: 7,31

–          paCO2: 45

–          paO2: 80

–          Bicarbonato: 22

COLOCAR MASCARA NÃO REINALANTE

–          esperar 20m ou 30m e pedir uma nova gasometria

PACIENTE PIORA AINDA MAIS

–          Sudorese

–          Sonolência

–          Tosse com sangue

–          FR= 42

–          FC=145

–          pedir nova gasometria

3a  GASOMETRIA

–          PaO2=55

–          pH= 7,2

–          PaCO2= 50

–          Bicarbonato = 19

–          Lactato = 2

Importante: analisar a relação do dano pulmonar

Relação que estabelece o grau de lesão pulmonar: PaO2/FiO2

<100: Lesão Pulmonar grave

<200: SARA

< 300 : Lesão Pulmonar Aguda

>300 – valor normal

– Dano pulmonar na 3a gasometria: PaO2/FiO2 = 55/ 0,5 = 110 (SARA)

1a opção = MASCARA NÃO INVASIVA – MAS NÃO TEMOS

2a opção = INTUBAÇÃO

ENCAMINHAR PARA UTI

 

 

Referências:

 

–          Restrepo, Carlos S.,Carrillo, Jorge A., Mart ínez ,Santiago, et al. Pulmonary Complica- tions from Cocaine and Cocaine-based Substances: Imaging Manifestations1. Radio Graphics, volume 7, número 4, julho-agosto 2007.

–          Martins, Herlon Saraiva, Neto, Rodrigo Antonio Brandão, Neto, Augusto Scalabrini, Velasco, Irineu Tadeu . Emergências Clínicas – Abordagem prática. 7a edição.

–          Approach to the patient with dyspnea – uptodate.com

–          Evaluation of the adult with dyspnea in the emergency department – uptodate.com

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