LAEME diz não à Violência Obstétrica

A violência obstétrica caracteriza-se pelo tratamento desumano, abuso da medicalização e patologização do processo natural da gestação. A mulher violentada, na posição frágil de paciente, perde a autonomia sobre seu corpo e sexualidade, o que pode trazer danos irreparáveis para sua saúde física e mental. É fundamental que profissionais de saúde e a população em geral saibam IDENTIFICAR e DENUNCIAR a violência obstétrica no dia a dia dos serviços de saúde do Brasil.

Violência obstétrica na GESTAÇÃO caracteriza-se por:
– Negar atendimento à mulher ou impor dificuldades ao atendimento em postos de saúde onde são acompanhadas para o pré-natal;
– Qualquer tipo de comentário constrangedor, seja por sua cor, raça, etnia, idade, escolaridade, crença, etc;
– Ofender, humilhar ou xingar a mulher e sua família;
– Negligenciar o atendimento de qualidade.

Violência obstétrica no PARTO:
No Brasil, toda mulher tem direito a um acompanhante de sua escolha durante todo o período de duração do trabalho de parto, parto e pós-parto, além de ser tratada com dignidade, com garantia da sua integridade física e psicológica.
Dentre as formas mais comuns de violência nesta situação, temos:
– Recusa da admissão em hospital ou maternidade
– Impedimento da entrada do acompanhante escolhido pela mulher;
– Procedimentos que incidam sobre o corpo da mulher, que interfiram, causem dor ou dano físico;
– Cesariana sem indicação clínica e sem consentimento da mulher.

Violência obstétrica no atendimento em situações de ABORTAMENTO
A complicação do aborto é uma das principais causas de morte de mulheres registradas no Brasil. Em casos de abortamento, a violência obstétrica caracteriza-se por:
– Negativa ou demora ao atendimento à mulher na situação de abortamento;
– Questionamento à mulher quanto a causa do abortamento;
– Ameaças, acusação e culpabilização da mulher;
– Realização de procedimentos predominantemente invasivos, sem explicação, consentimento e, frequentemente, sem anestesia.

Repetimos: A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA DEVE SER DENUNCIADA!
A mulher tem o direito de exigir a cópia do prontuário junto à instituição de saúde em que foi atendida. Além disso, pode procurar a Defensoria Pública, independente se o serviço usado foi público ou particular.
DISQUE 180 para denunciar qualquer tipo de violência contra a mulher.

violencia-obstetrica

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s